Rio de Janeiro, 13 de maio de 1881.

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Rio de Janeiro, 13 de maio de 1881.

No céu, nada menos que cinco planetas transitavam sob o signo do Touro. Do lado oposto, a Lua se enchia com as luzes de sua Queda. Na cidade, nascia Afonso Henriques de Lima Barreto, um dos mais incríveis escritores da história. Neste episódio eu convido o professor de literatura Jhone Carlos para contar sobre a sua obra. Exercendo a arte de astrologar, eu, Thamires Sarti, pincelo suas palavras com a tradução do céu daquele dia e mostro como a narrativa contada pelos astros pode oferecer ainda mais um elemento para entender esse gênio violentamente pacífico. Ao ouvinte apenas intermediamos uma história que ninguém melhor do que o próprio poeta conta. Uma forte, dolorosa e incrível narrativa sobre o signo de Touro e Escorpião. Uma verdadeira aula sobre as dimensões mais profundas das natividades marcadas pelo universo da Casa 12. Um cárcere providenciado pelo racismo de um país marcado pela violência escravista e cujo passaporte é assinado pela peçonha do Escorpião. “Ela não me matava, ela não me estragava de vez, não me arruinava. De quando em quando, provocava-me alucinações, eu incomodava os outros, metiam-me em casas de saúde ou no Hospício, eu renascia, voltava, e assim levava uma vida insegura, desgostosa, e desgostando os outros, sem realizar plenamente o meu destino, que as coisas obscuras queriam dizer não ser o de um simples bêbado. Era preciso reagir”. Lima Barreto, 1920.

 

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