Às 14h20 deste domingo a Lua vai pra Capricórnio dando início oficial à fase cheia desse ciclo. O Sol em Câncer, sempre apaixonado pela Lua, a recebe de braços abertos e a ama do jeitinho que ela é, um jeito de cada dia ser de um jeito, formato, tamanho e humor. Dessa vez ela vem plena feito uma mulher no auge de sua vida, de sua trajetória e maturidade. A partir de hoje, a Lua assume a figura de uma mulher que no Rio de Janeiro seria chamada “coroa”. Coloquialidade quase insultante como é característico do carioca, mas do ponto de vista astrológico não apenas respeitoso como também acertadíssimo uma vez que é no meio da vida ou no meio da Lunação que a Lua mostra ao mundo a sua potência soberana. A Lua hoje, sob o signo mais duro do Tempo, Capricórnio, parece até mais velha do que é, o que, com ajuda de Mercurio em Câncer me levou a lembrar de uma música antiga de influencia caipira que meus avós ouviam e ouvindo agora novamente me pegou de surpresa e em súbita reflexão identitária: a mulher coroa, panela velha que faz comida boa, não é se não uma mulher que, de acordo com Sérgio Reis 👑, aquela que já tem mais de 30 anos.
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Meu nome é Thamires Regina, a coroa que escreve este noticiário celeste.
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‘To de namoro com uma moça solteirona
A bonitona quer ser a minha patroa
Os meus parentes já estão me criticando
Estão falando que ela é muito coroa
Ela é madura, já tem mais de trinta anos
Mas para mim o que importa é a pessoa
Não interessa se ela é coroa
Panela velha é que faz comida boa
A nossa vida começa aos quarenta anos
Nascem os planos do futuro da pessoa
Quem casa cedo logo fica separado
Porque a vida de casado às vezes enjoa
Dona de casa tem que ser mulher madura
Porque ao contrário o problema se amontoa
Não interessa se ela é coroa
Panela velha é que faz comida boa