A essa altura vocês devem ter notado que eu não posto sobre cartas. Existe um motivo simples para isso: eu mal as conheço. Entretanto, venho fazendo o curso de tarot da @saturnalia_ com o professor @brunouen.o [perdão pelo merchan desavisado, foi um tanto involuntário]. E daí que justo ontem, terça feira, falávamos sobre a corte de copas com destaque especial para uma das mais famosas figuras do baralho na cultura popular: a Rainha de Copas. Trata-se de uma figura feminina, profunda e imensa como o oceano. Representa o mergulho, a dissolução, a profundidade, a cura, a intuição, o inconsciente. Como alguns que me acompanham mais tempo devem imaginar, esses são temas que me pegam de jeito. Hoje pela manhã, compromisso marital importantíssimo com @d.bezerradeoliveira, assistir ao último episódio da nova temporada de x-men onde, na minha humilde opinião, se destacaram as cenas em que o professor Charles Xavier invade a mente do Magneto para o dissuadir seus planos de destruição. Ali, em um laboratório inundado, se desenrola uma intensa batalha psíquica onde Xavier encoraja Magneto a se deixar levar pelas lembranças dos antigos traumas. Quanto mais forte o contato, mais alta é a maré que os toma. A única saída, ele diz, é se entregar às águas para que os dois possam ser devolvidos à superfície e, portanto, à vida, aos seus corpos, ao estado de alerta. A Rainha de Copas e a sua imensidão aquática me acompanharam durante a saga, e isso tudo por um motivo fácil: Eu estava sensibilizada com a aula de ontem, certo? Eis que, para minha surpresa, o episódio (e portanto a temporada), acaba com a imagem de ninguém mais ninguém menos do que a própria Rainha de Copas, a carta, no centro da mão direita do Apocalipse. Acompanhada de uma dramática constatação “quanta dor e sofrimento”.
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Ademais, devo observar que a Lua, a Rainha do céu, se encontra nos últimos graus de Leão, o signo majestoso e de lá faz uma quadratura com Júpiter, o altíssimo clero, grupo que, ao que tudo indica, inspirou o naipe de copas tal qual o conhecemos. Júpiter ainda conjunto à Algol, a estrela decapitada e dentro da minha cabeça ressoa a famosa ordem da vilã de Alice no País das Maravilhas.