Hoje faço 36 anos. Gilberto Gil, 82. Ele e eu nascemos sob a Lunação de Gêmeos. A descriminalização da maconha também. Hoje inicio o que chamamos em astrologues, uma profecção de casa 1. Nesses anos, múltiplos de 12, sempre vivemos anos em somos mais nós mesmos porque a magia cíclica astrológica nos traz de volta ao ponto de partida. Lembramos quem somos. Como será o amanhã? Responda quem puder. Escrevo essas palavras porque as aprendi na técnica e na filosofia astrológica, mas sem saber ainda na pele como será ser eu durante esse ano. O que posso adiantar das últimas 24 horas é que eu tenho Júpiter, (quando nasci e agora de novo) regente da minha casa 12 (as prisões), da 8 (os mortos) e da 5 (as criações) cravado no meio do céu, o mundo. Esse Júpiter é, entre outras coisas, a minha tese de doutorado onde estudei as primeiras pessoas presas e internadas pela lei proibicionista. Conjunto à Algol, ele busca justiça e reparação histórica. Quando comecei a estudar esse tema, há 12 anos, o debate público era incipiente. Hoje me alegro de ver a discussão em outro patamar e me sinto inteira porque sei que dei a minha modesta contribuição. Hoje o STF descriminalizará o porte de maconha em termos que ainda estão sendo discutidos, mas a coincidência das minhas datas pessoais com as datas do país não deixa dúvidas em minha alma de que nos encontramos eu, o espírito do tempo e os anseios dos nossos ancestrais nessa fogueira de São João.
Nos stories vou postar alguns textos e mapas relevantes sobre esse assunto.