Hoje o sextou ganha novo contorno. Vênus, a dona do dia, termina sua escalada chapada acima, se despede das armas de Marte, da dura batalha, sente o vento forte na cara e encara o signo do Leão a 180 graus. Como se toda a caminhada de antes tivesse sido por esse momento. Encarar nos olhos o poder, o centro, o rei com toda a sua soberba. Opostos sim. Complementares nunca. Entre Aquário e Leão a situação de oposição parece ganhar um sentido pleno. Se Leão oferece domicílio ao Sol, ao eu, Aquário é o exílio da própria identidade. “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. A Vênus com a roupa de Aquário encontra em seu espelho terreno Simone de Beauvoir. A essência da mulher, o instinto maternal, o devir de servir, perdem a vez.”Homem é a definição de ser humano e mulher é a definição de fêmea – quando ela se comporta como ser humano, ela diz que imita o homem”. Aquário é a representação do humano e, no caso, da humana, pela própria subversão da condição animal e também dos valores que nos incutem com intuito de nos oprimir, nos massificar sob uma mesma ordem. “Toda opressão cria um estado de guerra; essa não é a exceção”. Vênus na face diurna de Saturno mobiliza paixões e ódios que perduram através dos anos. O motivo? A radicalidade de pensar e dizer que mulher é gente. De fazer da vida um exercício de liberdade e autogestão indissociável entre o famoso “eu” e os outros. “Querer ser livre é também querer livres os outros”. Que o dia seja péssimo ao patriarcado. É nisso que o nosso será ótimo. “Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância, já que viver é ser livre”. #feminismo #gênero #astrologia #horóscopo #simonedebeauvoir #existencialismo #astro #signos #venusemaquario