Calma e elegância.

Calma e elegância. Não sei o Saturno do meu sogro, mas a sua máxima tem me visitado todas as vezes que ensaio escrever sobre a entrada de Saturno em Peixes. Calma e elegância, duas palavras que se pode atribuir ao próprio Deus do Tempo. Mas por que especificamente em Peixes? Talvez porque é signo de Júpiter e todo juízo apressado tende a estar errado. Ou então por exaltar a Vênus, o outro nome da elegância. Saturno saiu de casa no dia 7 de março levantou âncora rumo ao denso, azul e escuro Pacífico. Que tormentas nos agitam mar afundo? Difícil saber. Ainda mais em Peixes, a queda de Mercúrio, dificil falar, dificil prever o movimento da estrutura do navio prestes a desaparecer na linha do horizonte. Na oposição de Virgem, todo caminho é imprevisível, toda certeza é colocada a prova. Arrume as malas. Ou melhor, deixe-as exatamente como estão. Leve somente um conselho, um código de conduta, uma bússola dupla: Calma e Elegância. A viagem dura uma vida, 25 anos até voltar ao seu domicílio. Não espere para realizar na chegada. Em tempos de vida curta, mais vale a caminhada.

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Eu não sou daqui

Eu não tenho amor

Eu sou da Bahia

De São Salvador

 

Olha, eu não sou daqui

Marinheiro só

Eu não tenho amor

Marinheiro só

 

Eu sou da Bahia

Marinheiro só

De São Salvador

Marinheiro só

 

Ô, marinheiro, marinheiro

Marinheiro só

Ô, quem te ensinou a nadar

Marinheiro só

 

Ou foi o tombo do navio

Marinheiro só

Ou foi o balanço do mar

Marinheiro só

 

Lá vem, lá vem

Marinheiro só

Como ele vem faceiro

Marinheiro só

 

Todo de branco

Marinheiro só

Com seu bonezinho

Marinheiro só