De olho no horizonte leste da minha cidade vejo ascender a Lua Cheia em Leão. O aspecto partil foi às 15h27 com o Sol em júbilo, a Vênus exaltada na casa 10 e Júpiter jubilado no 11 signo a partir do ascendente de Brasília. Que sorte sermos quem somos, é o que o céu me parece dizer. Gosto de pensar que toda Lua Cheia tem um quê de obscena. Do pacto firmado com o Sol no início da Lunação, a Lua segue trilhando seu próprio caminho. Tem a referência, é claro, o seu marido. Mas segue o seu rumo independente de seus contratos, cresce, viaja, enche, se revela linda e enorme e mais uma vez, dentre tantas, o encara de volta e dessa vez se opõe a ele. Touché! Ela fixa os olhos sobre o Sol como se pudesse devorar. É gostoso e ao mesmo tempo desafiador. Toda cheia é uma oposição. Sob o signo fixo do Sol, é um repouso ardende. Um olho no olho. Coragem. Ousadia.
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Olho pro meu corpo, sinto a lava escorrer
Vejo o próprio fogo, não há força pra deter
Me derreto tonta, toda a pele vai arder
O meu peito em chamas solta a fera pra correr
Olho pro meu corpo, sinto a lava escorrer
Vejo o próprio fogo, não há força pra deter
Olho pro meu corpo, sinto a lava escorrer
Vejo o próprio fogo, não há força pra deter
Pra fuder, pra fuder, pra fuder, pra fuder, pra fuder
Pra fuder, pra fuder
Ah, pra fuder, pra fuder
Pra fuder, pra fuder, pra fuder, pra fuder, pra fuder, pra fuder, pra fuder, pra fuder, pra fuder, pra fuder, pra fuder
Me derreto tonta, toda a pele vai arder
O meu peito em chamas solta a fera pra correr
Pra fuder, pra fuder, pra fuder, pra fuder, pra fuder
Pra fuder, pra fuder, pra fuder, pra fuder…
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Imagem que inspira o post, arte de @camilacomumlso 🦁