Eita, chegamos na cabra. Após um aspecto tenso com Júpiter, Mercúrio deixa o salseiro sagitariano e chega no terreno árido de Saturno. O pragmatismo se alia à economia nas palavras. Menos é mais, se o “mais” dá no mesmo. Em terras saturninas, melhor não dar voltas e acabar se perdendo no próprio labirinto. Aqui, arrisca-se menos e a aposta é na resiliência. Vai no prato certo, pra evitar o sabor amargo das decepções, sabe? Não se ilude, porque sabe o preço da desilusão. O compromisso é com a realidade, o resto é “coadjovância”… e essas coisas de quem é dado a prudências. Jupiterianys vão julgar, capricornianys dirão ‘errado num tá’.
A questão é que, nesse momento, nosso brincante já sente o ar gelado do dono da casa. Este, logo ali, no aguadeiro. Seu caminho é nessa direção, rum a um encontro com o Saturnão. Recua no fim de dezembro e se demora em Capricórnio. Mas não se evita um encontro com Saturno, por mais ligeiro que possa ser e mais distante que possa estar. Assim como no ditado ‘onde o vento faz a curva’, lá estará o senhor do tempo, quando Mercúrio em seu segundo lar pisar.
Até lá, os assuntos mercuriais ganham corpo, substância, eficiência e todas as qualidades caprinescas, para que, em breve, ganhem a chancela do mais temido e mais longevo dos errantes em seu trono. Eita!
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Essa é a coluna do passo de Mercúrio da @vividiamore para o Astrologuês e esse, por sua vez, é o Astrologuês de quarta feira em colab com a Saturnália. Parece festa de fim de ano.