Hoje é dia 13 de julho, dia mundial do rock desde 1985. Te parece estranho o rock ser canceriano? A mim também, exceto pelo fato de que Luar é Raul aos avessos. Como hoje também é quinta feira, dia de tbt, busquei um texto que escrevi sobre Raul Seixas no dia 28 de junho de 2020.
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Hoje Raul Santos Seixas faz 75 anos. Faz, no presente, porque o mapa astral, tal qual o próprio céu, não é coisa que se esgota, que termina ou que fenece. Raul nasceu na cidade de Salvador na manhãzinha do dia 28 de junho de 1945. Gente que nasce de manhãzinha muitas vezes tem o Sol na casa 12 de seu mapa natal. Se a pessoa nasce nessa mesma manhãzinha num dia em que o Sol está em Câncer, quer dizer que o seu ascendente é Leão. E se o seu ascendente é Leão, quer dizer que o regente de si mesma, do seu próprio corpo, é o Sol. E estando o seu Sol em Câncer e na casa 12, o júbilo de Saturno, o corpo da pessoa em questão está aprisionado, no dops, nos porões da ditadura, na clínica tobias ou dentro da própria cabeça. Um destino de Luminares, Câncer e Leão, a Lua e o Sol, um belo baião, popular, de massas, conectando com o que há de mais humano, a vida, as luzes. Mas também um destino de 12, de Saturno, de trevas, uma vida de rock, bebê. E assim, entendendo do amor pela vida e também da inevitabilidade de suas dores, surge o Maluco Beleza e, como infiltração, goteja a rádio de cada canto, micro cidade do mais profundo interior de um país. Toca também no fundo da alma dos que enlouquecem, dos que sofrem, dos que apesar de tudo amam a vida. Eu ouço Raul desde que nasci, me remete ao meu tio que se foi tão cedo, aos 23, que é ano em que se vive a nossa 12. Tenho uma camiseta que me serve tambem desde os 12 e que nunca me desfiz. “Canceriana sem lar”, escondida do padrasto, tomando vinho na linha do trem de uma pequena cidade do interior. Era adolescência, mas ela ainda reside em mim, uma canceriana de ascendente em Leão como ele, como a Frida, como todo canceriano da manhãzinha. Raul faz eco no vazio. Aquele lugar onde ninguém pode compreender. E então, ele abraça onde e quando ninguém mais consegue tocar. Salve, Rauzito