John Kennedy

Quem se importa com John Kennedy quando se tem John Kennedy? O nome é duplo, vocês sabem, Gêmeos. Confunde com um personagem histórico quase tão importante quanto ele, vocês sabem, Gêmeos. Como boa semente que brota do lado de cá do hemisfério sul, John Kennedy de Itaúna é o melhor do Brasil: Mineiro, negro, cabelo platinado e craque do futebol. John Kennedy, o único possível, o herói do fluminense, nasceu sob a Lua em Leão como a que está no céu hoje e como a que estava no céu ontem no fim da tarde sobre o Maracanã. É a Lua de quem acredita em si, mas vocês sabem, a gente leva a vida toda pra tornar quem a gente é, diz aquele João. E quem tem Lua em Leão precisa aprender a acreditar em si todos os dias. Além do mais, um rei só é um rei se houver quem acredite que ele o é. Ontem Fernando Diniz acreditou no Leão e fez com que ele mesmo e todos nós acreditássemos também. Nas manchetes dos jornais exalta-se o arco de redenção: o garoto há pouco dispensado por indisciplina se tornou o libertador da América em pleno Maracanã, satisfazendo o anseio de apaixonada torcida e trazendo a taça pela primeira vez ao tricolor do RJ. Cheirinho de alma lavada, justiça feita, até de alguma forma vendeta. Seu Sol aos 27 graus de Touro não mente, Algol mais cedo ou mais tarde responde de cabeça erguida aos seus detratores. Que assim seja e que o seu batalhão de Gêmeos continue dando nó em pingo d’água. Eu vi e acreditei, John Kennedy é o rei da bola mais uma vez.