A semana começa e termina com Júpiter aos 26 graus do signo de Touro, alinhado a uma estrela fixa chamada Algol, cuja má fama se tornou bastante disseminada nessa rede social. O fato só ocorre uma vez a cada 12 anos. Algol conta a história da decapitação da Medusa, aquela que foi abusada por Poseidon, o Deus do Mar e punida por Minerva, a Deusa da Justiça. O mito é um dos mais recontados da história e traz consigo uma infinidade de questões pertinentes desde o mundo antigo, sempre atualizadas à luz do mundo atual. Suscita debates sobre a loucura, a justiça, a política, o poder, o gênero, o abuso, a covardia e a violência. Júpiter tocando essa estrela deve incitar esses temas no âmbito público, oferecendo uma oportunidade de reparar injustiças e cauterizar feridas abertas. As denúncias de abusos s3xua1s que vieram à público nos últimos dias podem ser lidas à luz deste trânsito. Júpiter como grande benéfico, entretanto, aconselha acolher essas histórias com cautela, temperança e sabedoria, para que o veneno e as paixões mobilizadas por essa estrela não se tornem nocivas à nós mesmas. No dia 18 de maio teremos o cazimi de Júpiter, ainda sob a influência da Medusa, até lá eu volto por aqui para falar mais a respeito.
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Obra de Christophe Charbonnel
Texto de Thamires Sarti