Júpiter entrou em Gêmeos no sábado, mas foi só na segunda, com a passagem da Lua em Aquário que o mundo sentiu. Falo do que vejo, espero que vocês também possam compartilhar comigo o que veem por aí. Na segunda feira uma defensora pública e um padre foram presos pela polícia militar rural do estado do Mato Grosso. Defensora e padre, duas encarnações de Júpiter no mundo. Duas, Gêmeos. Que o Brasil submete tudo e todos na bala não é novidade. Que as atribuições de Júpiter são débeis em nossa história também é fato. Júpiter em Gêmeos no mapa da independência testemunha a falta de dignidade das nossas figuras jupiteriais, seja no descaso em relação aos professores, à pesquisa, ao conhecimento, seja através da elaboração de leis inúteis ou na violação das legítimas regras de vivência social. Autoridades religiosas de moral duvidosa ou aquelas que por todos os motivos encontram dificuldade de conquistar legitimidade e confiança. Na terra onde a verdade é massacrada, a fake news bate asas. Não importa o quanto você estude ou o quão erradas estão as autoridades, estar do lado dos pobres é o suficiente para você ser silenciado. Diante disso tudo podemos considerar esse trânsito de Júpiter em Gêmeos denota uma fase ruim para as atribuições jupiterianas, seus profissionais e suas instituições, escolas, universidades, garantidores de direitos, sacerdotes bem intencionados além, é claro, da patifaria das eleições municipais que se aproximam. Quando Júpiter esteve lá do lado oposto, em Sagitário, vimos o Moro se tornar uma espécie de paladino, com Júpiter em Capricórnio, sua máscara caindo. Agora, com Júpiter em Gêmeos torço para que os posicionamentos, ao menos, fiquem claros e que a ferida histórica sobre a nossa educação seja tratada com seriedade.