Lua Cheia em Escorpião

Hoje é dia de #tbt nesse app, não é mesmo? Quinta-feira, dia de Júpiter, Júpiter que se exalta em Câncer, signo da Lua, a senhora da memória, mas Júpiter, exagerado, nela se exalta, por isso é dia de memória ostentação. Essa foto eu tirei em 2018, numa noite como hoje, de Lua em Escorpião. Mas hoje não é como aquele dia porque as esferas celestes estão sempre em movimento. Por isso nenhum mapa é igual a outro, nem mesmo os Gêmeos pois é impossível que respirem pela primeira vez ao mesmo tempo. A Lua de hoje, cheia, fértil, encara Júpiter por oposição, aquele Júpiter que, há meses, pasta o maior pasto do sistema solar. Lua em Escorpião, Júpiter em Touro como no dia do meu nascimento. Arrisco dizer que sobre esse aspecto eu entendo. Não cem por cento porque a minha vida não chegou ao fim. Não pra você que também o tem porque a astrologia é a arte da especificação e, assim sendo, nem mesmo uma oposição significa a mesma coisa para uma e outra pessoa. A Lua, enorme para nós, minúscula para Júpiter, está no signo do veneno, aquele cuja força é inversamente proporcional ao tamanho de seu frasco. Júpiter, minúsculo para nós, imenso para a Lua, tem uma fome que prato nenhum de comida sacia. Essa posição é o que costumo chamar “um pouco de droga, muita salada”. Se por um lado a Lua cai ainda mais forte quando espelha gigantesco planeta, nos colocando à flor da pele, a desproporcional reação diante de um mínimo estímulo, por outro, Júpiter em sua infinita generosidade, à Lua acolhe, pois além de tudo, estando em Touro, ele a exalta e a ama. Bem vindos ao meu mundo. O meu desejo hoje, para cada um que me lê, é que aproveitem o frio na barriga que a queda proporciona e que chegando lá embaixo, exausta, suada e liquefeita, encontre um grande colchao para amortecer a queda e um belo prato de comida pra se sentir abraçada por dentro. Lá no fundo, onde ninguém é capaz de alcançar. Um sonho de Touro e, ao mesmo tempo, Escorpião.