Marte em Sagitário

Desde o dia 19 de novembro, Marte afiava suas facas e seu sexto sentido na escuridão das entranhas do mundo, o seu território, o seu domicílio, mais à vontade impossível. É chegada a hora do Deus da Guerra perder a sua casa para ganhar o mundo. No exato instante em que escrevo, 6h52 da manhã, Marte abandona o seu domicílio, Escorpião, em direção a Sagitário. As lâminas tão meticulosamente afiadas nos últimos dias tornam-se pontas de flechas. A guerra não é mais corpo a corpo, mente a mente, como a queria em Escorpião. Sagitário tira Marte de dentro da terra e lhe mostra o horizonte. Nômade: “Aquele que não tem habitação fixa, que vive permanentemente mudando de lugar em busca de novas pastagens para o gado, quando se esgota aquela em que estava. Os nômades não se dedicam à agricultura e não respeitam fronteiras nacionais na sua busca por melhores pastagens”. Por pastagem, aqui, entende-se sobrevivência, a vitória da vida sobre a morte, o monotema de Marte. O refúgio é o lugar para onde se foge a fim de escapar do perigo. Refúgio como luta pela sobrevivência é o contrário da covardia. É a coragem extrema que te faz abandonar tudo para trás e ir em busca de proteção para si mesmo e para os seus. Sagitário é famoso por não respeitar as fronteiras. Mas se fronteira é o cerne da divisão e da exploração sobre os povos, não é só bom, como necessário que as ignoremos conscientemente. Se não existe fronteira, não existe refugiado. Existem seres humanos lutando pela sobrevivência, como todos os outros animais da face da terra, que o dirá Noé.

Na foto, os “refugiados” “sudaneses” Alan, Jock e Ashol Godin, fotografados por Dudi Hasson em Jaffa Beach, Tel Aviv.

 

Thamires Regina

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