Mercúrio foi, parou, voltou, parou de novo, seguiu e, por fim, meses depois de aterrisar e transitar pelo território de Saturno, pousa nos domínios de…

Mercúrio foi, parou, voltou, parou de novo, seguiu e, por fim, meses depois de aterrisar e transitar pelo território de Saturno, pousa nos domínios de… Saturno! E aqui tá tudo dominado mesmo, Saturnão tá na área, no trono, agindo onde precisa agir. O Tempo não tira férias, mas em Aquário o machado atua com (uma certa) moderação.

Enquanto as estruturas estremecem para que tudo se encaixe, as ideias e conceitos já estabelecidos se movimentam, como tem que ser. Nem sempre tão pacificamente e, por vezes, em ziguezague. O que compartilhamos como memória coletiva, vez ou outra, se materializa no mundo concreto. O paradoxo é que, no mundo real, as ideias nem sempre correspondem ao que julgamos imaginar. A entrada de Mercúrio no Aguadeiro sugere um bom uso da racionalidade. A indignação e a revolta servindo à edificação de um futuro coletivo, onde as diferenças são colocadas à mesa e apreciadas com júbilo. Utopia? Talvez. Mas vai que o paradoxo resolva jogar a favor!

Em breve, de camarote, Mercúrio assiste ao Sol, o doador de vida, seguir ao encontro do dono da casa, Saturno, o ceifador: “Aqui jaz o que era antes.” O que vem depois, só o Tempo dirá.

Texto da @vividiamore tão bom que postei na minha página pessoal antes sem querer