São 19h34 do dia 31 de dezembro de 2022. A Lua, no momento em que escrevo, cresce exaltada no meio do céu da cidade de Brasília. Touro não lhe confere a preguiça como de costume. A Deusa cresce sob seu signo, mas também condimentada pelo tempero da cólera própria de sua fase. Mamífero, o povo é capaz de devorar o país com a fome de um recém nascido. Amanhã a Lua fará um trígono com o presidente, a quem não precisa explicar a sua situação. Se tem uma coisa que o Sol em Capricórnio compreende é o peso da necessidade. Touro e Cabra, quadrúpedes ambos, signos mudos. Se entendem pela língua do corpo, da fome e da saciedade. Com oito patas no chão e com Júpiter já não mais em Peixes, não somos capazes de dizer que amanhã tudo se transformará como o milagre da água ao vinho. Mas vejo bandeiras vermelhas nas ruas da capital do meu país e me permito acreditar em alguma justiça nessa terra. Acredito porque preciso e luto porque acredito.
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Meu mais sincero feliz ano novo a todos que me leem por aqui. Faz tempo que eu não acreditava nessa frase assim.
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Meu nome é Thamires Regina Sarti e esse é o noticiário celeste do Astrologuês Podcast.