Astrologia ou astronomia? Matemática ou geografia? Divisão do saber, divisão do trabalho, dividir pra conquistar. A gente fica com a parte de dividir e eles com a de conquistar. Até 1666 não existia uma diferença formal entre astrologia e astronomia e na antiguidade elas eram simplesmente a mesma coisa e digo mais: os astrólogos que também eram astrônomos e matemáticos já sabiam que a Terra era redonda desde os tempos de Cristo. Por isso, por favor, use outro paralelo para criticar a astrologia que não seja o da Terra Plana porque essa a gente não vai assinar. Dito isso:
Às 1h20 o Sol adentrou o signo da Cabra onde fica até às 11h55 do dia 20 de janeiro. Para o hemisfério norte hoje é a maior noite do ano. Para o hemisfério sul, o maior dia. Hoje o eixo de inclinação da Terra chega a seu limite em relação ao Sol. Isso quer dizer que o dia de ontem tinha a mesma quantidade de luz e de escuridão do que hoje. São dias irmãos. Se entendem. O último dia do Sagitário e o primeiro de Capricórnio: semelhantes, iguais, se parecem, se entendem, uma espécie de conjunção celeste à qual os astrólogos chamam antíscia. Um de fogo, outro de terra, um mutável, outro cardinal, um de Júpiter outro de Saturno, um otimista, outro pessimista. Eu devo ter tido essa informação há uns 3 anos quando comecei estudar astrologia pra valer e até hoje não entendi plenamente. A sensação que a astrologia gera é deliciosa porque instiga pra sempre. Nunca se entendeu tudo e nem nunca se entenderá. Porque é só mais um jeito de estudar a vida – e a morte. E dessa escola somos eternos alunos. Ufa. Que bom. Lição do próximo mês: Cabra. Parágrafo, letra maiúscula.