Tomo um café amargo. Chove na minha cidade.

Tomo um café amargo. Chove na minha cidade. Mercúrio, o dono do dia, está em Capricórnio zuando, mas falando sério. Ao seu lado, o Sol também sob o signo de Saturno, discreto sob nuvens cinzas recebe a visita da Lua que está em Virgem, signo de terra, igualmente comedido, particularmente minucioso. Sol em estação e signo frio. Lua em fase cheia, melancólica por fase e por signo. Um clima de descrença, desalento e desilusão. O pé no chão. A rotina. O transporte público. O fone de ouvido. Que música vestir? Um grunge cai bem. De Pearl Jam à Into The Wild, a camisa xadrez de flanela, a botina de treking, um destilado cor marrom, uma viola caipira pra deitar a tristeza, uma bateria pesada pra assentar o passo. A melancolia pode ter essa estética desleixada, mas é milimetricamente pensada. Um tanto sincera. Um pouco poser. Supostamente madura, profundamente juvenil. Como quem está em constante estudo sobre como viver, o que sentir, como estar. Sol e a Lua de hoje, como do dia de nascimento de Eddie Vedder, um dos maiores ícones melancólicos da minha geração. Um legítimo barítono, voz masculina comum nos países frios. O som grave, lento e aveludado, as notas graves e cavernosas.

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Meu nome é Thamires e essa é a rádio Astrologuês.

 

Rise.

 

Such is the way of the world

You can never know

Just where to put all your faith

And how will it grow

 

Gonna rise up

Burning black holes in dark memories

Gonna rise up

Turning mistakes into gold

 

Such is the passage of time

Too fast to fold

And suddenly swallowed by signs

Low and behold

 

Gonna rise up

Find my direction magnetically

Gonna rise up

Throw down my ace in the hole