Vossa Majestade, o Sol está de volta, feliz, otimista, exaltado em Áries!

Vossa Majestade, o Sol está de volta, feliz, otimista, exaltado em Áries! Arianes, o mundo é de vocês. O primeiro passo. O primeiro grito. O primeiro impulso. Um desejo de viver sem igual. Um motor. Um arranque. Um tiro. Um estalo. O calor que sobe pelos braços. A vontade de vencer. De fazer e acontecer. O orgulho e a coragem de ser e, já diria minha vó, “ai de mim se não fosse eu”. O Carneiro é o Sol com rocknroll. Quem nasceu pra jovem guarda, nunca vai ser bossa nova, muito menos velha. Áries é o signo que não envelhece porque nunca para de começar. É signo que não desanima porque sempre tem um desafio a altura. Na vida, Áries é aquele que não deixa dúvidas. Na maternidade, ele é o grito. Na floresta, a fera. Na fila do pão, o primeiro. Na faber castel, o vermelho. No bbb, o Alface. No Poderoso Chefão, o Sony. Na música brasileira, a jovem guarda. Na jovem guarda, o rei Roberto. No rei Roberto, o papo reto.

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À esquerda tia Nilda, à direita dona Dinha, minha vó ariana no show do seu ídolo, parceiro de Vênus, Sol e Mercúrio em Áries 🔥

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Acabei com tudo

Escapei com vida

Tive as roupas e os sonhos

Rasgados na minha saída

 

Mas saí ferido

Sufocando meu gemido

Fui o alvo perfeito

Muitas vezes no peito atingido

 

Animal arisco

Domesticado esquece o risco

Me deixei enganar

E até me levar por você

 

Eu sei quanta tristeza eu tive

Mas mesmo assim se vive

Morrendo aos poucos por amor

 

Eu sei, o coração perdoa

Mas não esquece à toa

E eu não me esqueci

 

Não vou mudar

Esse caso não tem solução

Sou fera ferida

No corpo, na alma e no coração

Não vou mudar

Esse caso não tem solução

Sou fera ferida

No corpo, na alma e no coração

 

Eu andei demais

Não olhei pra trás

Era solto em meus passos

Bicho livre, sem rumo, sem laços

 

Me senti sozinho

Tropeçando em meu caminho

À procura de abrigo

Uma ajuda, um lugar, um amigo

 

Animal ferido

Por instinto decidido

Os meus rastros desfiz

Tentativa infeliz de esquecer

 

Eu sei que flores existiram

Mas que não resistiram

A vendavais constantes

 

Eu sei que as cicatrizes falam

Mas as palavras calam

O que eu não me esqueci

 

Não vou mudar

Esse caso não tem solução

Sou fera ferida

No corpo, na alma e no coração